segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

14º Capitulo - "Já viste o que era todos pensarem que eu e ele namoramos?"

Chegamos a um restaurante que eu não conhecia mas parecia ser muito bonito.

Durante todo o caminho não foi dita uma única palavra por parte de ninguém.
Saímos todos do carro. Eles iam á frente e eu seguia atrás. O Rúben chegou á porta e disse:

- Bia, segue-me a mim e ao David e por-favor não faças perguntas.

- Eu pensei que isto ia ser SÓ um almoço.

- E é, mas é um almoço com outra pessoa.

- Quem?

- Bia, eu acabei de te pedir para não fazeres perguntas.

- Fogo Rúben diz lá.

- Não Beatriz. – Quando ele me disse aquilo olhei para o David com olhinhos de criança.

- Não olhe assim pra mim, ele me matava se eu dissesse alguma coisa pra você.

- Olhem tasse bem. – Estava realmente irritada, era assim tão grave para eles não me disserem nada?

Eles entraram e eu segui atrás deles. Chegaram ao pé do balcão e o empregado reconheceu-os e encaminhou-nos para uma porta, eu segui-os e deparei-me com uma mesa para quatro pessoas no centro da sala. O empregado saiu e nós entramos. Não estava lá mais ninguém.

- Olha podes-me explicar o porquê de estar aqui um lugar a mais?

- Irra, que tu és mesmo chata. – Disse o Rúben.

- Chata mas tu gostas.

- Não sou o único. – Disse o Rúben forçando uma tosse em seguida.

- O que disseste?

- Aquele babaca não disse nada. Só diz besteira. – disse o David meio atrapalhado.

- Tudo bem, mas não fujam á pergunta que vos fiz.

- Pois, quanto a isso é melhor estares sentada.

- Rúben Filipe diz-me já o que se está a passar.

- Eu conto, mas vamos indo nos sentar na mesa sim? – Eu nem lhe respondi. Virei
costas e encaminhei-me para a mesa. O David sentou-se ao meu lado e o Rúben á minha frente.

-Fala. – Disse eu de maneira fria. Sinceramente, não estava a achar piada nenhuma a isto tudo. Não compreendia o porquê de tanto mistério e o porquê de estar sentada.

- Pronto, aqui vai. Lembras-te daquele conservatório de dança que tu querias muito aqui em Lisboa e que não conseguiste entrar?

- Claro que me lembro.

- Pronto, eu, quer dizer, nós conseguimos que tu entrasses. – Paralisei. Eu tinha lutado tanto para entrar naquele conservatório mas não tinha conseguido. Era uma oportunidade única, pois podia andar lá e na escola ao mesmo tempo, se bem que seria dispensada as aulas menos importantes, basicamente tinha de ir a Biologia, Físico-química, Matemática, Português e Educação Física. Era um sonho desde pequenina, formar-me em dança mas ao mesmo tempo entrar em Medicina. Mas não podia aceitar, de certeza que tinha havido cunhas da parte de eles os dois e eu não gostava disso. Se bem, que a maioria dos alunos de lá tinham entrado da mesma maneira.

- Como?

- Bem… - O Rúben estava a enrolar, eu conhecia-o, isso queria dizer que eu não ia gostar do que ia ouvir.

- Prometes que não te zangas?

- Fala.

- Eu falo mas não te esqueças de que apesar do que conseguimos está nas tuas mãos aceitar ou não.

- Rúben, já percebi. Deixa-te de coisas e vai directo ao assunto.

- Hoje de manha quando te disse que íamos mais cedo porque o mister queria falar connosco menti-te. Desculpa. Nós fomos lá ao conservatório falar com a directora. Eu disse-lhe que eras a minha melhor amiga e isso. Mas ela disse que isso não trazia benéfico nenhum, porque afinal eras “só a minha melhor amiga”, foi então que pusemos a possibilidade de tu namorares com um jogador, ela aí disse que a conversa era outra, então nós dissemos que tu namoravas com o David. Ela disse que assim já se arranjava um vaga para ti e ela vem agora almoçar connosco para te conhecer. –

Fiquei KO, como era possível? Não estava a acreditar, tudo bem que era uma óptima oportunidade mas daí a toda a gente pensar que eu namoro com o David? Não podia ser.

- Isso quer dizer que se eu aceitar toda a gente vai pensar que eu e o David andamos certo?

- Sim, isso mesmo.

- Vou ter de dizer que não. Já viste o que era todos pensarem que eu e ele namoramos? – Disse, esquecendo-me que o David estava ao meu lado.

- Cê é pobre e mal agradecida. O mal não é só pra você, também é para mim. Mas eu concordei em ajudar você, mas pelos vistos foi uma perda de tempo. Você não merece nada. Perdi o apetite meu irmão. Tou no ir. – Dito isto levantou-se. As lágrimas corriam-me pela cara abaixo. Será que fui assim tão parva?

domingo, 30 de janeiro de 2011

13º Capitulo - "Claro que quero, mas não tenho coragem."

Rapidamente ele desapareceu pela mesma porta que antes o Rúben e o Ro tinham entrado. Fiquei um bocado a interiorizar tudo e depois lá segui eu também em direcção às bancadas.

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Os dias foram passando. Eu continuava a sair com o Ro e cada vez me sentia melhor com ele. Não, ainda não tinha esquecido o David, aliás, pensava que isso nunca ia ser possível, mas também não tínhamos voltado a falar desde aquele treino. Sempre que ele ia a casa do Rúben, eu ou ia para o quarto ou ia sair. Era melhor assim.

Especulava-se muito a sua saída do Benfica e por muito que me custa-se admitir isso afectava-me bastante mas lá indirectamente eu conseguia saber através do Rúben e do Ro que ele ia ficar, pelo menos esta época.

Hoje era dia 14 de Setembro, o meu primeiro dia de aulas aqui em Lisboa. Acordei ás 7h30min com o despertador. Tentei fazer o mínimo barulho possível para não acordar o Rúben. Ter casa de banho no quarto facilitava as coisas. Tomei um banho e vesti-me.

Vesti uma roupa simples.




Depois de pronta, dirigi-me para a cozinha. Estou a preparar o pequeno-almoço quando alguém me agarra pela cintura e me dá um beijo da cara.

- Bom dia. – Disse o Rúben.

- Queres matar-me de susto? Bom dia. Que fazes acordado tão cedo?

- Que achas? Vou levar a minha melhor amiga á escola no seu primeiro dia de aulas.

- Aí não vais não.

- Aí vou sim.

- Rúben…

- Rúben nada, andei a acordar cedo para te ir levar e agora dizer que não me deixas.
Fogo.

- Pronto tudo bem. Mas diz-me lá o que vais ficar a fazer até á hora do treino?

- Olha então é assim. Vamos buscar o David, deixo-te na escola e sigo para a caixa.
O Mister quer reunir connosco antes do treino.

- Concordo com tudo, mas como tu és tão simpático vais me levar primeiro e só depois vais buscar o David sim?

- Adianta-me alguma coisa dizer que não?

- Não.

Tomamos o pequeno-almoço com calma e sempre a rir.

O Rúben lá me deixou primeiro na escola.

A escola era grande. Pelo que percebi todos na minha turma se conheciam do 10º ano, ou seja eu era a “intrusa”.

Na primeira aula a professora lá me apresentou, não falou muito de mim nem disse quem era o responsável por mim aqui em Lisboa, e ainda bem.

Dei-me bem a maior parte, se bem que haviam lá duas que pareciam que iam para uma passagem de modelos e eram umas “narizes empinados”, como dizia a minha mãe.

A minha colega de mesa chama-se Alexandra. Foi a pessoa da turma com quem me dei melhor. Ela era muito simpática, estava-se sempre a rir e dava-se bem com toda a gente menos com aquelas duas do nariz empinado. Mas tinha um grande defeito. Era fã do Rúben e do David.

Tocou para a saída. Era 1h30min e como não tinha aulas de tarde tinha dito ao Rúben que ia almoçar a casa. Estava a dirigir-me ao portão com a Xana, era assim que todos lhe chamavam, quando vejo uma grande confusão e todos a falarem uns com os outros.

- Mas o que é que se passa? É sempre assim? – Perguntei eu, rindo-me de seguida.

- Não, não costuma a ser assim.

- Xana, acho que hoje é o teu dia de sorte. – Disse o João, um rapaz da nossa turma.

- Porque?

- Porque eu vim agora do portão e adivinha quem está lá?

- Achas que tenho cara de vidente? Diz lá.

- O David Luiz e o Rúben Amorim. – Congelei. Não podia ser verdade. Eu toda contente por a stora não ter dito quem era o meu responsável em Lisboa e aqueles dois vêem me buscar a escola. É que só mesmo deles. O Rúben ia-me ouvir mas não ali, em casa.

- A sério?

- Achas que ia brincar com uma coisa destas? Eu sei que tu és a maior fã deles. Bem
meninas, eu vou á sala. Esqueci-me do casaco. Até manha.

- Até manha. - Respondemos as duas.

- Vamos? – Perguntou-me a Xana.

- Sim.

Chegamos ao portão e estavam aqueles dois encostados ao carro do Rúben virados para a escola. Realmente, mais discrição era impossível.

Eles ainda não me tinham visto, estava muita gente há minha frente. Comecei a andar na direcção do carro do Rúben. Até que a Xana me agarra no braço.

- Onde é que tu vais?

- Ter com eles.

- Porque?

- Tu queres conhece-los ou não?

- Claro que quero, mas não tenho coragem.

- Tenho eu. Segue-me.

Ela assim o fez. Quando ia a chegar perto do carro, o Rúben viu-me e deu um toque no David que ficou a olhar para mim com cara de parvo. Chegamos ao pé deles, a Xana não reagia, acho que estava paralisada.

- Olá Rúben. Olá David. – Disse eu. A Xana olhou-me como quem pergunta-se “ mas afinal o que se passa aqui?”.

- Oi.

- Olá Bia.

- Bem, esta é a Alexandra, ou melhor, Xana. Xana, estes são o David e o Rúben.

- Oi. – Responderam os dois.

- Olá. – Disse ela a medo.

- Então, o que estão aqui a fazer? – O Rúben põe o braço dele á volta da minha cintura e diz:

- Viemos te buscar para almoçares connosco.

- E se eu não quiser?

- É claro que queres.

- Não sabia que namoravas com o Rúben Amorim. – Disse a Xana. Eu e o Rúben desmanchamo-nos a rir.

- Eu não namoro com ele, este parvo aqui é o meu melhor amigo.

- Ah. Bem eu vou indo. Vemo-nos amanha Bia. Gostei de vos conhecer.

- Igualmente.

E ela afastou-se.

Entramo-nos no carro do Rúben e seguimos viagem. Como ia correr este almoço? Sim, porque eu não estava com o David há muito tempo. Eu ainda não sabia, mas ia ter uma grande surpresa neste almoço, porém não se pode dizer que era boa.

sábado, 29 de janeiro de 2011

12º Capitulo - " Ele estava-me a testar. E eu caí, que nem uma patinha."

A minha outra fic: http://fanficsomething.blogspot.com/

Nii'i

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- Pronto, tudo bem, eu falo. Mas a verdade é que eu não sei o que se passa entre nós, ou melhor, o que se passou entre nós.

- Que se passou? Como assim?

- Ro, eu já gostei muito do David, muito mesmo e por sinal ele gostou de mim e tipo,
dávamo-nos muito bem e isso ate que um dia ele me pediu em namoro e eu disse que não porque não sabia se vinha de vez para Lisboa. – Ok, isto não totalmente verdade mas não queria lembrar-me da história do Miguel. – Entao, eu voltei para o Porto e nós nunca mais falamos. Só nos voltamos a ver esta semana, quando eu voltei.

- Mas tu ainda tens um carinho especial por ele? – Neste caso não tinha de lhe mentir. Eu não tinha um carinho especial pelo David, eu gostava do David.

- Não.

- Mesmo?

- Sim Ro, mesmo.

- Ainda bem. E agora vamos almoçar?

- Vamos lá.

O Almoço correu normal, sempre brincadeira. Eu sinta-me bem com o Ro, ele era de facto um grande amigo.

Depois de almoçar fomos dar um passeio pela praia e como já era tarde, posemo-nos a caminho do Campus.

O Rúben e o David estavam a sair do carro quando nós chegamos. O Ro estacionou e saímos nos carro.

- Olá pequenina. – Disse o Rúben.

- Olá Tótó.

- Olha queres ver que a pulga já tem catarro.

- Não sejas assim parvinho.

- Não sou assim? Ainda nem deste um beijo ao teu melhor amigo. – Dirigi-me a ele e dei-lhe um GRANDE beijo na cara.

- Eih, assim também não, gosto muito da minha cara sim? – Todos nos rimos. – E olha, não está aqui mais ninguém? – concluiu o Rúben.

- Ah?

- Sim, que eu saiba o David também é gente e tu ainda não o cumprimentas-te. –

Quando chegar a casa vou matar o Rúben.

- Ah, tens razão. – Dirigi-me ao David e dei-lhe dois beijinhos.

- Olá.

- Oi.

- Tudo bem?

- Sim e com você?

- Também.

- Ainda bem entao. Manz, eu vou indo para dentro. – Ok, definitivamente o David estava a fazer o que tínhamos combinado, ou seja, estava a ser “frio” comigo.

- Espera mano, eu queria falar com o Roderick em particular. Por isso nós vamos indo a frente e depois tu vens depois, pode ser? – Ok, era desta que eu matava o Rúben.

- Tá bem.

O Roderick chegou a minha beira, elevou-me um bocadinho do chão, pondo-me á sua altura e deu-me um grande abraço seguindo de um GRANDE beijo na cara. Pousou-me no chão, olhou-me nos olhos e disse:

- No fim do treino espera por mim. Adoro-te.

Virou as costas e saiu da garagem com o Rúben. Ele estava de facto a picar com o David. Eu sabia que não lhe devia ter contado nada.

Agora, eu e o David encontrávamo-nos sozinhos na garagem. Durante algum tempo o “silêncio” era a única palavra proferida. Nem eu nem ele sabíamos o que dizer. Por fim, ele quebra essa monotonia.

- Então, correu bem o seu almocinho? – Disse de forma muito irónica.

- Correu, mas também não é da tua conta.

- Claro que não é. Agora é da conta do seu novo amiguinho.

- Tu não tens nada a ver com isso.

- Pois claro que não tenho. – Cada vez íamos ficando mais juntos.

- Nunca tives-te.

- Você deixou isso bem claro esta manha em sua casa.

- A casa não é minha, é do Rúben. – A distância entre nós era mínima.

- É tudo a mesma coisa. – As nossas bocas estavam próximas, a respiração dele ofegante. Eu já sentia o seu hálito. Fechei os olhos. Rendi-me, não lhe consegui resistir por muito que tenta-se.

- A gente se vê por aí. – Disse ele, afastando-se a rir.

Não, ele não tinha feito isto. Ele estava-me a testar. E eu caí, que nem uma patinha.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

11º Capitulo - " agora, que faço? Digo a verdade ou minto?"

Eu e o Ro nada dissemos até ao carro. Entramos e ele começou a conduzir.

- Não sabia que tu e o David já tinham tido alguma coisa.

- Ro, eu e o David não tivemos nada, simplesmente eu gostei dele e ele de mim mas não passou disso mesmo.

- Entao a tua ida repentina para o Porto não teve nada a ver com ele?

- Não. – Eu não gostava nada de mentir mas se lhe disse-se que teve tinha de lhe estar a contar toda a história e neste momento não me apetecia falar do David. –

Vamos mudar de assunto sim?

- Se tu queres, por mim tudo bem.

- Olha onde vamos almoçar?

- A um restaurante muito bom e sossegado que eu conheço.

- Por mim tudo bem.

- E então, como estão a correr as coisas no Benfica?

- Bem.

- E estás a gostar?

- Sempre gostei.

- Aí fogo, hoje ninguém pode falar contigo.

- Desculpa.

- Que se passa?

- Nada.

- Ro, o que é que o Rúben ou o David te disseram antes de eu chegar?

- Nada

- Fazes o favor de não me mentir?

- Fogo Bia.

- Fogo Bia nada. Diz lá.

- O Rúben só disse que se eu te magoasse estava lixado e eu disse para ele não se
preocupar que eu gostava muito de ti.

- Entao porque estás com essa cara?

- Não tenho outra.

- Roderick Miranda vais parar de mentir?

- Olha se queres mesmo saber, o David parece que não gostou muito quando eu disse que gostava muito de ti. Pronto, é isso.

Eu não lhe respondi e ele também não insistiu.

O resto da viagem foi feita em silêncio. Pelo que eu conhecia do Ro ele queria me perguntar alguma coisa mas não tinha coragem.

Chegamos, ele estacionou e sairmos. Ele queria continuar mas eu coloquei-me á frente dele e disse:

- Diz.

- Digo o quê?

- Aquilo que me queres dizer mas não tens coragem.

- Eu não te quero dizer nada.

- Ro, não em mintas. Fala.

- Fogo, conheces-me mesmo bem.

- Pois conheço, por isso fala.

- É assim, há uma coisa que eu te queria perguntar, mas…

- Deixa-te de mas e fala.

- Mas tens de ser sincera comigo.

- Alguma vez te menti? – Sim, tinha mentido quando disse a minha razão de ir para o Porto não foi o David, mas isso era uma mentira inocente, ele não precisava de saber.

- Que eu saiba não.

- Então pergunta.

- Promete que dizes a verdade.

- Prometo.

- Bia, eu sei que me estás a mentir em relação ao David. Diz-me a verdade. O que se passa com vocês os dois? Eu não quero ser um brinquedo Bia, eu sempre senti um carinho especial por ti. Diz-me a verdade, acho que mereço saber.

Não sabia o que lhe responder. Se por um lado lhe tinha prometido dizer a verdade, por outro lado não queria contar outra vez aquela história. Muito menos queria recordá-la. E agora, que faço? Digo a verdade ou minto?

Especial *.*

Hoje é um dia especial.

O "nosso" querido Rúben Amorim faz 26 anos e por isso quero deixar-lhe os Parabéns, que o dia lhe corra bem e que melhore depressa.

Nesta altura ele precisa de todo o nosso apoio, e nós, vamos mostrar como é a familia benfiquista.

Rúben, podes contar connosco.

Rápidas melhoras e mais uma vez PARABÈNS (;

Sorriso *.*



Tão lindo (a)



Capitão (L)



Selecçao *,*



Familia (;



Mano :b





E por fim, a dedicatória (L)

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

10º Capitulo - "Ele estava-se a esticar. Aí estava estava."

(Visão David)

Cheguei a casa do Rúben pouco passava das 10h da manha. Tínhamos combinado que eu ia
lá tomar o pequeno almoço porque ele queria falar comigo.

- Oi meu irmão. – Disse eu dando-lhe um abraço.

- Oi mano. Fala mais baixo a Bia ainda está a dormir. – Mal ele disse este nome era como que se me tivessem espetado uma faca no peito. Mas a gente já tinha falado e tinha decidido que estava tudo acabado, nem sei bem o que acabou porque não havia nada.

- Tudo bem manz.

- Vamos para a cozinha. Falamos enquanto comemos.

Eu nada lhe respondi apenas segui atrás dele.

- Olha mano, eu não sei o que se passou contem. Só sei que a Bia me disse que estava tudo acabado.

- É isso meu irmão. Não há nada mais a dizer.

- Mas tu estas bem?

- Cê acha que eu tou bem? É claro que não, mas ele quis assim e assim vai ser. E se quer saber, era mesmo o melhor a se fazer.

- David, tu vais ser como ela? Fugir do que sentes?

- Ela não tá fugindo do que sente não, ela mesma me disse isso.

- Olha depois falamos. Ouvi barulho deve ser ela que acordou.

Mal o Rúben diz aquilo ela entra na cozinha. Olhei ela de cima a baixo. Aquele pijama era mesmo curtinho e fazia evidenciar todas as suas curvas. Como era linda aquela garota, mas infelizmente não era minha.

- Bom dia. – Disse o Rúben.

- Bom dia. – Respondeu ela sentando-se no seu colo.

- Oi. – Disse eu. Sinceramente só disse isto pra não parecer mal mas a minha vontade de falar era pouca ou nenhuma.

- Bia, hoje almoças connosco ok? – Perguntou-lhe o Rúben.

- Desculpa, mas não posso.

- Se é por minha causa eu posso almoçar em casa.

- Não é nada disso David, simplesmente combinei ir almoçar com uma pessoa.

- Uih, quem anda por aí? Não estou a gostar da brincadeira.

- Oh Rúben, não me venhas com ciúmes de melhor amigo. Eu vou almoçar com o Ro. – Eu
estava olhando pra baixo. Não a queria encarar pois não sabia se ia resistir. Mas
quando ela disse que ia almoçar com o Roderick eu, por instinto levantei a minha
cabeça encarando-a.

- Bia …

- Não há Bia nem meia Bia Rúben. O Roderick é meu amigo e eu vou almoçar com ele e
ponto final. Estamos entendidos?

- Tu é que sabes.

- Ainda bem. Olha vou tomar banho e me vestir. – Pegou numa maça. Deu um beijo ao
Rúben, sem nunca me encarar, seguindo assim para o quarto.

- Cê tá vendo? Eu tinha razão meu irmão.

- Olha, nem sei que te dizer. Vamos mas é jogar para tirares isso da cabeça.

Fomos então para a sala jogar. Não sei a quanto tempo lá estávamos a campainha toca.

O Rúben foi abrir e quando ele vem para a sala o Roderick vinha com ele.

- Olá David.

- Oi. – Respondi sem olhar para ele.

- Olha eu vou dizer-te uma coisa. Fazes mal á Bia e estás lixado comigo ouvis-te? –
Disse o Rúben. Eu também queria dizer aquilo mas não podia, não depois da conversa
que tivemos.

- Não stress Rúben, eu gosto muito da Bia. Muito mesmo muito. – Quando ouvi isto só
queria lhe ir á cara, mas não podia. Ele era meu companheiro e afinal ela não me era
nada.

- Bem, eu estou pronta, vamos indo Ro? – Ela chegou a sala e falou. Eu imediatamente
me virei para ela. Aliás, viramo-nos os três. Os meus olhos caíram naquele momento.

Ela estava tão linda mas tão linda. Ela tinha-se arranjado assim para ir sair com
ele, não pode ser. Admito, estava cheio de ciúmes mas nada podia fazer e isso ainda me deixava pior.

- Bem, eu nem sei o que dizer. Estás tão linda Bia. – Disse o Roderick.

- Obrigada.

- Bia, anda ali á cozinha que eu tenho de falar contigo. – Disse o Rúben encaminhando-se para a mesma.

Ficamos só eu e o Roderick. Mas não falamos, naquele momento não lhe conseguia dizer nada.

Como eles estavam a demorar segui para a cozinha, ele claro que veio atrás de mim.

Mais-valia ter ficado quieto. Quando lá cheguei ouvi o que não quis.

- Rúben, mete uma coisa na tua cabeça. Eu e o David acabou. Ou melhor nunca começou. Eu não gosto do David, sim, já gostei muito dele mas no passado. Já deixei de sentir isso há muito tempo. Ele não passa do teu melhor amigo, nem posso dizer que seja meu amigo. Por isso não o defendas e deixa-me viver a minha vida, vida essa que o David não pertence. – Custou-me tanto ouvir aquelas palavras, ainda por cima da boca dela. Ela percebeu que o Rúben lhe estava a fazer sinais e olha para trás. Ao nos ver ali, fica atrapalhada. – Bem, vou embora. Vemo-nos logo no treino Rúben.

Chegou perto do Rúben e deu-lhe um beijo. Passou por mim mas nem me encarou.

- Vamos? – Disse para o Roderick.

- Sim claro. – Dito isto pôs-lhe o braço em cima do ombro. Ele estava-se a esticar.
Aí estava estava. – Até ao treino pessoal.

Nem eu nem o Rúben respondemos.

Quando eles saíram o Rúben fala.

- Mano, não ligues ela falou de cabeça quente.

- Manz não a tente desculpar, ela tem razão acabou de vez, agora é bola pra frente.
Ela faz parte do meu passado.

- Engana-me que eu gosto. Mas não vou insistir mais. Olha vamos mas é almoçar que a minha barriga dá horas.

- Vamo lá.

Almoçamos sem nunca mais tocar naquele assunto. Jogamos mais um pouco na playstation 3 do Rúben e fomos para o Treino.

Estava morto para saber como tinha corrido aquele almoço. “Pára David, pára de pensar nela. Ela está feliz e tu também tens de estar”. – Pensava eu comigo mesmo.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

9º Capitulo - "Ele não passa do teu melhor amigo."

Acordei pouco passava das 11 horas. Fui á cozinha para tomar o pequeno-almoço e estava lá o Rúben com o David. Não podia acreditar que depois do que falamos ontem ele estava aqui e ainda por cima eu estava de pijama, e era mesmo curtinho.




- Bom dia. – Disse o Rúben.

- Bom dia. – Respondi eu sentando-me no colo dele.

- Oi. – O David respondeu de forma seca, o que me custou muito. Mas eu é que tinha decidido assim, não havia volta a dar.

- Bia, hoje almoças connosco ok? – Perguntou-me o Rúben.

- Desculpa, mas não posso.

- Se é por minha causa eu posso almoçar em casa.

- Não é nada disso David, simplesmente combinei ir almoçar com uma pessoa.

- Uih, quem anda por aí? Não estou a gostar da brincadeira.

- Oh Rúben, não me venhas com ciúmes de melhor amigo. Eu vou almoçar com o Ro. – O David olhava para baixo mas quando eu disse este nome ele levantou o olhar nem ápice.

- Bia …

- Não há Bia nem meia Bia Rúben. O Roderick é meu amigo e eu vou almoçar com ele e
ponto final. Estamos entendidos?

- Tu é que sabes.

- Ainda bem. Olha vou tomar banho e me vestir. – Dito isto peguei numa maça, dei um
beijo ao Rúben e fui para o quarto.

Tomei um banho rápido e fui para o quarto me vestir. Vesti algo simples, mas claro que tinha de levar salto alto, o Ro era muito alto.




Sequei um pouco o cabelo, uma maquilhagem leve e estava quase pronta, faltava-me só por o que precisava na carteira.

O meu telemóvel deu sinal de mensagem, fui ver e era do Ro , disse que já tinha chegado. Eu disse para ele subir.

Enquanto estava no quarto a colocar tudo na carteira quando ouvi a campainha tocar.

Quando tinha tudo pronto dirigi-me para a sala.

Estava um ambiente de cortar á faca, não sabia o que se tinha passado mas secalhar era melhor nem saber.

- Bem, eu estou pronta, vamos indo Ro? – Mal falei, os três viraram-se para mim, sim três, o David ainda lá estava, devia ficar mesmo para almoçar com o Rúben.

- Bem, eu nem sei o que dizer. Estás tão linda Bia. – Disse o Ro.

- Obrigada.

- Bia, anda ali á cozinha que eu tenho de falar contigo. – Disse o Rúben encaminhando-se para a mesma.

Eu nada disse apenas o segui. Quando entrei ele fechou a porta.

- O que foi Rúben?

- Tu vais assim?

- Outra vez a merda da roupa não Rúben.

- Olha o Roderick gosta de ti.

- Já te disse para parares com as tuas paranóias, ele não gosta de mim. Somos só amigos.

- Bia, ele disse-nos agora antes de chegares. Eu disse para ele não se esticar e ele disse que não, porque gostava muito de ti e tu cada dia eras mais importante para ele.

- Como amiga.

- Sim, engana-me que eu gosto.

- Olha e o David?

- Que tem o David?

- Ele não achou muita piada.

- Rúben, mete uma coisa na tua cabeça. Eu e o David acabou. Ou melhor nunca começou. Eu não gosto do David, sim, já gostei muito dele mas no passado. Já deixei de sentir isso há muito tempo. Ele não passa do teu melhor amigo, nem posso dizer que seja meu amigo. Por isso não o defendas e deixa-me viver a minha vida, vida essa que o David não pertence. – Quando acabo de falar reparo que o Rúben passou o tempo todo a fazer-me sinais e eu olhei para trás. Oh não, o David estava ali a tinha acabado de ouvir tudo o que eu disse. Estava com uma cara que metia pena. Ao lado dele estava o Ro que tinha um grande sorriso na cara. Eu tinha de sair dali. – Bem, vou embora. Vemo-nos logo no treino Rúben.

Cheguei perto do Rúben e dei-lhe um beijo. Passei pelo David e nem o olhei.

- Vamos? – Disse para o Ro.

- Sim claro. – Dito isto pôs-me o braço em cima do ombro. – Até ao treino pessoal.

Nem um nem outro responderam.

Como iria correr o resto do dia?