sexta-feira, 11 de março de 2011

27º Capitulo - "David, eu…"

Olá meninas (;

Já sabem, 15 comentários e amanha posto ;D

Beijinho*

Nii'i

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- Não. – Tudo me caiu naquele momento. Ele não me queria beijar. Era de facto o fim.

- Porque?

- Porque a gente acabou, ou melhor, nunca começou. Tou farto de andar a brincar. Eu gosto de você garota. Entenda isso de uma vez. Tou de saco cheio deste pega e foge.

- Tens razão, mas eu não consigo. Entende-me.

- Eu bem tento mas não consigo.

- Então é melhor ficarmos afastados de vez.

- Sim, é o melhor. – Levantou-se e eu levantei-me também. – Continuação de bom aniversário.

- Obrigada. – E começou a andar em direcção ao restaurante. Se era o fim, eu tinha
de fazer isto pela última vez.

- David… - Ele olhou e eu lancei-me nos seus braços. – Se é o fim eu tenho de fazer isto para ficar como recordação. – Beijei-o. Para meu espanto ele não negou a entrada da minha língua na sua boca. Pelo contrário, entrou também com a dele na minha e iniciamos uma dança de emoção, sentimento, desejo, mas acima de tudo uma dança de saudade. Pois, ambos sabíamos que era de facto o fim.

No fim do beijo, o David seguiu para o restaurante sem nada dizer e sem nunca olhar para trás. Recompus-me e fiz o mesmo.

O Ruben percebeu que se passava algo e por isso tentou sempre por todos a rir.

Deixou-me a mim e a Xana em casa e seguiu para o treino com o David, e claro, com a querida da Inês.

Passei a tarde á conversa, com aquela que se tinha tornado na minha melhor amiga. Eu sabia que podia contar com ela e ela sabia que podia contar comigo. Quando demos conta, já devia ser muito tarde, pois o Ruben já tinha chegado.

- Então, as meninas ainda estão assim?

- Que horas são?

- Quase 7h. Vá despachem-se. – Passei por ele e dei-lhe um beijo. Segui para o quarto com a Xana e começamos a vestir a roupa que iríamos levar.

Não estava com muita vontade, mas era o meu aniversário.




Dirigimo-nos ao restaurante. Já lá estava quase toda a gente, inclusive o David com a Inês. Eu não o conseguia ver com outra.

Aproveitei que ele foi até ao jardim do restaurante e seguiu.

- Estou a ver que não perdes tempo. – Ele estava de costas e assustou-se com a minha voz.

- O que cê quer dizer com isso?

- Que vieste bem acompanhado.

- Tá falando da Inês?

- Não, do Gustavo.

- Cê só pode tar zoando com a minha cara garota. Eu ainda hoje lhe disse que gostava
de você e cê deu-me com os pés. Que quer afinal? Que ande atrás de você feito cachorro? Nem pense.

- Queria que me percebesses. – Baixei a cara. Ele aproximou-se e levantou-ma.

- E você? Quando em percebe a mim?

- Eu percebo-te mas tenho medo David.

- Medo de mim?

- Claro que não. Medo de sofrer.

- Cê não vai sofrer.

- Vou, eu sei que sim.

- Vamos tentar.

- Desculpa David, mas eu não quero namorar com ninguém neste momento.

- Quem falou em namorar garota?

- Entao que queres dizer em tentar?

- O que é que cê me diz em a gente ir ficando. Isto é, a gente não namora mas tá junto quando quiser.

- Não sei.

- Eu quero beijar você nem que seja as escondidas, quero tocar você, levar você ao céu e a ver o mundo. Não diga que não.

- David, eu…

quinta-feira, 10 de março de 2011

26º Capitulo - "Um dia vais ser capaz de deitar isso tudo para trás das costas e viver o presente sem medos."

Olá meninas (;

Peço desculpa pela demora em postar mas a altura do Carnaval foi muito complicada.

Aviso já que só volto a postar se tiver no minimo 15 comentários. Assim que tiver no minimo 15 posto logo. Só depende de vocês (;

Beijinhos :D

Nii'i

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A manhã passou-se rápido. Recebi a sms do Ru a dizer a que horas estava na escola para irmos almoçar. Faltavam 10 minutos para ele chegar. Eu e a Xana saímos da última aula e fomos para o portão esperar por eles.

- Tens a certeza que não vou incomodar no almoço? – Era pai a 1000 vez que ela me perguntava aquilo.

- Não. Já te disse que não. – E ri-me. Eu sabia que ela estava nervosa e isso metia-
me imensa piada.

- Liga ao Ruben a confirmar. – Fiz uma cara a perguntar tipo “ o quê?”. – Vá lá.

- Só ligo para não te ouvir mais. – Rimo-nos.

Tirei o telemóvel do bolso e liguei ao Ruben. Demorou a atender.

- Estou Ru?

- Não. O Manz tá dirigindo. Diga.

- Ah David. Diz-lhe que a Xana vai almoçar connosco ok? – Ouvi ele a dizer ao Ruben.

- Ele diz que não tem problema não.

- Entao até já.

- Ate já. – E desliguei.

- Satisfeita? – Perguntei virando-me para a Xana.

- Muito. – Disse sorrindo. Aquela rapariga estava semore alegre e de bom humor.

Pergunto-lhe muitas vezes onde vai buscar tanta energia, ao qual ele me responde sempre “Vivo cada momento como se fosse o último”. Realmente era uma boa maneira de pensar.

- Olha, eles chegaram. – Disse vendo o carro do Ru. Ela nem se mexeu. – Xana, logo vão estar lá mais jogadores. Anda daí. – Disse, agarrando-a no braço.

- Ok, ok eu vou. – Eu ri-me. Aquela cara metia medo. Acho que se ela tivesse um buraco onde se enfiar ela fugia por lá.

Entrei para o banco de trás e qual não é o meu espanto quando vejo lá a Inês.

- Olá Biazinha. Parabéns. – Disse ela cumprimentando-me. Era mesmo cínica. Não gostava nada dela. Ela também não gostava de mim. Pelo que o Ru me disse ela sempre foi a melhor amiga do Ruben, mas quando eu e ele nos conhecemos eu tornei-me melhor amiga dele e então por eu a ter “substituído” ela não me suportava. Mas claro, que á frente do Ruben era toda cheia de sorrisinhos.

- Obrigada Inezinha.

- Como estás pequenina? – Perguntou o Ruben.

- Normal.

- Não é todos os dias que se fazem 17 anos. – Disse ele, tentando-me alegrar.

- Uih, que emoção a minha. Nem aguento tanta alegria. – Disse de maneira sarcástica.

- É isso. Nem lhe dei os parabéns. Parabéns garota. – Disse o David nunca tirando os olhos da estrada. Ele ainda estava magoado da passagem de ano. Eu sabia porque o conhecia.

- Obrigada Dê… quer dizer, David. – Dê, o nome querido que eu lhe chamava. Ele adorava quando era eu a chamar-lhe assim. Bons tempos esses, tempos em que não namorávamos mas era como tal. Dávamo-nos mesmo muito bem. Eu sabia que ele era o meu porto seguro. Mas depois fugi. Admito e assumo toda a culpa. Al recordar-me disto caiu-me uma lágrima, mas depressa a limpei.

- Chegamos. – Disse o Ru. Estavamos num restaurante á beira da praia. Um dos meus preferidos. Só mesmo o meu melhor amigo para saber o que eu estava a precisar. Todos saíram do carro e se dirigiram para o restaurante. Eu e o Ru íamos em último. Ele pôs o braço por cima do meu ombro e começamos a caminhar.

- Eu vi a tua lágrima, á bocado. – Disse ele. Instintivamente baixei a cabeça. – Bia, hoje fazes anos. Não te lembres de coisas passadas.

- Custa Ruben.

- Eu sei. Sei que gostas dele mas os teus medos não te deixam fazer mais nada. Sei que te custa imenso estar perto dele e não lhe tocar ou beijar. Mas pensa, eu sei que -E se for tarde?

- O David ama-te. Ele sabe esperar.

- Mas eu nem falo para ele.

- Ele sabe dar-te espaço.

- Não o posso condenar a esperar por uma pessoa que não sabe se algum dia irá conseguir.

- Olha para mim. – Disse pondo-se á minha frente e levantando-me o queixo. – És a minha pequenina, a minha melhor amiga nunca vou deixar que fiques assim para sempre. Eu vou-te ajudar Bia. Prometo que te vou ajudar.

- Obrigada. Não sei se podia viver sem ti.

- Poder podias mas não era a mesma coisa. – Disse a rir-se. Só mesmo ele para me pôr a rir naquele momento.

- Olha lá mas não é por causa disso que te livras de um raspanete. Trouxeste a Inês?

- Desculpa, mas ela colou-se e não a ia mandar embora.

- Ela vai logo? – Ele não respondeu. – Ruben Filipe, ela vai logo?

- Sim.

- Porque?

- É a acompanhante do David.

- Sendo assim ok.

- Não precisas de fingir comigo. Sei que te custou ouvir isso. Vem cá meu amor. – E abraçou-me. Sim, um abraço do meu melhor amigo era tudo o que precisava naquele momento.

Entramos e o almoço correu relativamente bem. Tirando quando eu e o David nos olhávamos intensamente ou quando a Inês se atirava a ele.

- Vão comendo a sobremesa. Vou dar uma volta pela praia. Não me demoro. – Disse, levantando-me da mesa.

- Se precisares liga.

- Sim Ru.

Sai do restaurante e descalcei-me para poder sentir a areia a passar entre os meus pés. Estava um pouco de vento mas ainda era melhor assim. Sentia uma sensação de liberdade inexplicável. Sentei-me perto do mar.

Estava tão concentrada nos meus pensamentos que nem dei por alguém se sentar ao meu lado.

- Cê não parece feliz.

- Secalhar é porque não estou.

- Mas é seu aniversário.

- E? Isso não tem nada haver.

- Cê é que sabe. – Ficamos alguns minutos em silêncio, simplesmente a olhar o mar sem anda dizer. Eu tinha de lhe pedir uma coisa. Mas será que ele ia aceitar? Era normal que me dissesse que não depois do que se passou no ano novo, mas mesmo assim eu ia tentar.

- David…

- Diga.

- Posso te pedir uma coisa?! – Virei-me para ele.

- Claro. – Ele também se virou para mim.

- Beija-me. – Disse, olhando-o nos olhos.

terça-feira, 1 de março de 2011

25º Capitulo - "Não vamos estragar tudo outra vez."

- Isto quer dizer que a gente está bem? – A voz do David fez-me acordar para a realidade.

- Sim David, estamos como antes, amigos. – Notei que a expressão facial dele mudou drasticamente.

- Amigos?!

- Sim, como sempre fomos.

- E isto? O que acabou de acontecer não quer dizer nada?

- Oh David, é passagem de ano e havia muitas emoções e olha, aconteceu.

- Cê tá dizendo que não devia ter acontecido nada?

- David, nós somos amigos e vai continuar assim. Não vamos estragar tudo outra vez.

- Se é assim que cê quer…

- Sim é. – Custou-me dizer aquilo mas era o mais acertado. Eu só queria um buraco para me enfiar, custava-me imenso vê-lo assim.

- Então pessoal, não vem aproveitar a festa? – Disse o Javi chegando ao jardim. Eu e
o David já estávamos afastados.

- Sim, claro que vamos. – Disse. Ele já estava assim para o alegre e por isso não notou as nossas caras estranhas.

Sai logo do jardim, passando pelo Javi e entrando no salão.


Passaram-se um mês e duas semanas desde a passagem de ano.

O David não disse mais nada sobre aquele assunto, aliás, não disse mais nada sobre assunto algum, sim, não falamos mais desde esse dia. O Ru ainda tentou algumas vezes tocar nesse assunto, pois pelo que percebi o David tinha-lhe contado, mas como o Ru percebeu que eu não queria falar sobre esse assunto não insistiu.

Continuei a falar com o Ro, mas só mesmo como amigo. Ele percebeu que só o queria assim e ele estava disposto a dar-me isso.

Hoje, infelizmente, dia 23 de Fevereiro de 2011 faço 17 anos. Eu gosto de fazer anos, mas este ano era diferente. Eu não queria fazer nada ,mas falar com o Ru e com uma parede era a mesma coisa e combinou um jantar com os meus amigos. Desde a passagem de ano que me tenho dado bastante bem com alguns jogadores e também com algumas mulheres e/ou namoradas dos mesmo.

Assim sendo, ao jantar iam: a Elena e o Javi, o Fábio e a Andreia, o Salvio e a Magali, o Carlos e a Mónica, o Nuno e a Patrícia, o Nico e a Eliana, o Gu, a Alexandra (que não queria acreditar que ia estar com tantos jogadores), O David (infelizmente mas o Ru impôs-se), o Roberto, a Marta e a Belise, o Jara e a Coki Rojas O Maxi e a Blanca, o Luisão e a Brenda, o Ru e eu (muito infelizmente). O jantar ia ser num restaurante onde costumávamos ir todos depois dos jogos. Mais uma vez o Ru tratou de reservar o espaço. A minha família não podia vir porque era a meio da semana.

- Parabéns, minha pequenina! – Disse o Ru entrando na cozinha onde eu estava a tomar o pequeno-almoço.

- Obrigada, parvinho! – Respondi enquanto ele me dava um beijo.

- Almoças comigo hoje?

- Só contigo?

- Não, comigo, com o Javi, a Elena, eu e o David. – Disse este último nome com medo.

- Tudo bem. – Notei que ficou surpreendido com a minha resposta. Não falamos mais sobre isso, só combinamos que depois me mandaria mensagem. Peguei nas minhas coisas
e segui para a escola. Esperava-me um longo dia pela frente.

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Bia ainda nao sabia, mas ia-lhe esperar de facto um longo dia, podia era nao ser pelas melhores razões.
Ela vai ter muitas pedras no caminho, algumas bem grandes...

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

24º Capitulo - "Ambos nos amávamos mas isto era um amor que não era possível..."

Comecei a me vestir e nem dei pelas horas passarem. O Rúben bate á porta do meu quarto:

- Bia, o Gustavo e o David já chegaram á bastante tempo. Já estamos atrasados. Ainda demoras muito?

- Não Ru, só falta uma coisinhas que já vou. – Respondi eu da casa de banho.

- Mulheres. É preciso mais que paciência. – Disse já a sair do quarto.

Sai para o quarto, coloquei o colar, peguei na carteira e sai.
Normalmente não gostava de mim mas hoje é diferente, apesar de não me achar bonita gosto muito de como estou vestida.

Roupa



cabelo



Quando cheguei á sala o David estava de costas mas o Ru e o Gu estavam de frente e ficaram parados a olhar para mim.

O Ruben deu uma chapada no braço do David.

- Que foi cara? – O Ru não lhe respondeu e ele apenas seguiu o olhar deles encontrando-me de seguida. Também ele ficou na mesma figura parva que os outros dois.

- Vocês têm noção que estão a fazer uma figura de parvos não têm? – E ri-me. O Rúben veio na minha direcção, pôs o braço á volta dos meus olhos e disse:

- Sabes qual é a tua sorte?

- Qual?

- É que vais com o David e sei que ele não vai deixar nenhum gajo se aproximar, porque se não tu não saias desta casa assim minha menina.

- Que piadinha Ruben. – Disse-lhe apertando-lhe as bochechas.

- Ele tem razão, cê tá maior gata. – Disse o Gu.

- Obrigada. Mas vamos mudar de assunto sim? – Eles começaram-se os dois a rir. O David continuava na posição inicial.

- Sim, vamos embora. Olha Bia o Gustavo vai comigo no meu carro e tu vais no carro do David ok? – Apenas acenei afirmativamente com a cabeça. Eu queria ir com ele mas eu já tinha decidido que não lhe podia mostrar nem dizer que gostava dele, melhor, que nunca deixei de gostar.

O Ru saiu com o Gu e foram para o carro. Eu ia-me a virar na direcção da porta quando o David me agarra no braço e me faz virar para ele:

- Você tá muito linda. – E deu-me um daqueles sorrisos que deixavam qualquer uma derretida. Mas eu tinha de ser forte, tinha de resistir.

- Obrigada. Tu também estás muito bem. – Virei-me e segui em direcção aquele carro que me fascinava.

A viagem foi feita entre olhares profundos. Ambos nos amávamos mas isto era um amor que não era possível e se já tinha aguentado até aqui ia aguentar o resto do caminho.

Chegamos a casa do Javi e já lá estavam muitos carros. Quando íamos a entrar o David tentou me dar a mão mas eu rejeitei.

Entremos, eu mais á frente, e a Elena quando me viu fez sinal ao Javi para baixar a música, sim, porque o Javi era sempre o DJ de serviço ainda por cima em sua própria
casa.

- Chegou a estrela da noite. – Disse ela. Eu cada vez corava mais. Olhei para o Javi e ele percebeu que era para por a música normal. As pessoas lá começaram a dançar outra vez.

- Oh Elena. Era preciso isto? – Disse eu fazendo-me de chateada.

- Não fiques assim comigo. – Não aguentei e desatei-me a rir.

- Estava a brincar contigo espanholita. – Ela riu-se comigo. Estávamos tão entretidas que nem nos apercebemos da chegada de um rapaz á nossa beira. Devia ter uns 20/21 anos.

- Olá. – Disse ele. Era muito bonito, devia ser mais ou menos da altura do Javi e até era parecido com ele.

- Olá Juan. Bia este é o Juan irmão do Javi, Juan esta é a Bia, uma grande amiga minha. – Eu também considerava a Elena uma grande amiga. A nossa amizade tinha crescido nos últimos tempos e ela devia ser das poucos pessoas que sabia quase tudo sobre mim.

- Prazer em conhecer-te. – Disse eu.

- O prazer é todo meu. – Oh meu deus. Que sorriso. Fazia-me lembrar o do David. – Estás muito bonita. – Eu corei.

- Obrigada.

- Queres vir dançar? – Eu ia responder, mas alguém antecipou-se.

- Ela não pode. – Olhei para trás de mim. Claro, tinha de ser ele.

- Olha lá, não posso porque? – Perguntei eu.

- Porque é quase meia-noite e temos de ir brindar. – Sim realmente só faltavam 5 minutos.

- Sim, tens razão. – Virei-me para o Juan e disse. – Desculpa, depois da meia-noite danço contigo. – Sorri-lhe.

- Ficas-me a dever uma dança. – Sorriu e foi ter com o Javi.

- Venha comigo. – O David dá-me a mão e leva-me para o jardim.

- O que queres? – Disse de maneira fria. Eu tinha de falar assim senão não me ia aguentar muito.

- Não fale assim comigo não. – Ia-se aproximando.

- David, diz de uma vez o que queres.

- Quer mesmo saber o que eu quero?

- Sim.

- Você pediu. – Uniu os nossos lábios de uma maneira que acho que nunca tinha unido. Tinha amor, carinho, paixão mas acima de tudo, respeito. Foi apenas um beijo de lábios, ele não forçou pois eu não lhe dei a permissão que ele queria para tal. Ele acabou com aquele que talvez fosse dos nossos melhores beijos. Afastou-se e virou-me as costas.

Lá dentro começou-se a ouvir a contagem decrescente.

- 8…7…6…5

- David?! – Ele virou-se para mim.

- 4…3…2… - Eu lacei-me para ele e beijei-o. Desta vez fui eu que tomei a iniciativa. Não lhe pedi permissão e invadi a boca dele com a minha. Ele não proibiu, pelo contrário, pôs uma mão á volta da minha cintura e a outra na minha cara acariciando-a. Eu tinha uma no pescoço dele e outra nos seus caracóis. Lembro-me de no inicio do beijo ouvir eles todos a gritarem por termos entrado no novo ano mas eu não trocava aquele momento por nada.

Nenhum de nós queria acabar com o beijo mas tinha de ser, eu tinha de respirar. Tínhamos as nossas testas encostadas uma á outra e as nossas mãos estavam no mesmo sitio.

- Feliz ano novo David. – Disse com um sorriso nos lábios.

- Feliz ano novo pequenina. – Disse com aquele sorriso que lhe era tão característico.

E assim entramos no novo ano, com o amor que nos unia, a falar, pela primeira vez mais alto que a razão.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

23º Capitulo - "Ele estava lá e mesmo a dormir era o ser mais perfeitamente perfeito que eu conhecia."

Acordei eram 8h. Bem queria ficar mais um bocadinho mas tinha deixado o telemóvel longe da cama e já estava farta de o ouvir tocar. Levantei-me e atendi sem ver quem era.

- Sim? – Disse com voz ensonada.

- Já acordas-te?

- Não Elena, tu fizes-te o favor de me acordar tu.

- Ainda bem. Daqui a 1h estou aí. Vê lá se não te atrasas sim?

- Agora é um bocadinho difícil.

- Vindo de ti já nada me espanta. – E começa-se a rir.

- Que gracinha. Estamos muito bem dispostas estamos.

- Claro que estamos. Último dia do ano. Logo á noite há festa. – Disse, entoando de forma bastante festiva a última palavra.

- Olha, não querias que me despachasse? Então, até logo, beijinhos, também gosto
muito de ti. – Ainda a ouvi a rir mas nem lhe dei tempo de responder e desliguei.

Já tinha despertado o sono e assim já não valia a pena voltar para a cama.

Dirigi-me para a casa de banho e tomei um banho. Demorei algum tempo mas nem me importei seria o meu último banho do ano.

Vou para o quarto só em toalha, uma das vantagens de ter casa de banho privativa.

Queria chegar o creme hidratante mas lembro-me que o deixei na outra casa de banho.

O Rúben ainda devia estar a dormir por isso não devia haver problema. Abri a porta do quarto e dirigi-me á casa de banho que ficava ao lado da sala. Pego no creme e ao regressar para o quarto reparo que está alguém a dormir na sala.

Pé ante pé vou lá ver sem fazer barulho. Rapidamente um sorriso se formou nos meus lábios. Ele estava lá e mesmo a dormir era o ser mais perfeitamente perfeito que eu conhecia.

Não resisti e passei-lhe a mão na cara. Ele estremece e sem querer puxa-me para ele.

As nossas bocas ficam a centímetros de distância e ele abre os olhos. Ficamos a
olhar intensamente nos olhos um do outro. Eu estava só de toalha com o creme na mão e ele só de calções. Estávamos tão “concentrados” que nem reparamos em quem tinha chegado.

- Bom dia. Está tudo bem? – Olhamos os dois ao mesmo tempo para a porta e está lá a
D. Anabela. Rapidamente nos soltamos. Eu ainda tive de segurar na toalha que me ia
cair.

- Sim tia, tudo bem. Não a vi chegar. – Disse eu, tentando aliviar a tenção.

- Pois reparei. Estavam os dois demasiados entretidos. – Diz ela para de seguida se começar a rir.

- Mas o que é que se passa? – Diz o Rúben, aparecendo na sala com cara de quem tinha mesmo acabado de acordar. – Uma pessoa já nem na própria casa e no último dia do ano pode dormir em paz.

- Oh filho, tu nem sabes o que perdes-te. Quando cheguei aqui a Bia e o David estavam, bem, digamos que próximos, bastante próximos até. – E ri-se novamente.

- O Bia porque é que estás de toalha?

- Porque secalhar tomei banho oh mocotó.

- Olha o respeitinho pirralha.

- Pirralha mas há quem goste.

- Aí há há. E um dos que gosta está ao teu lado.

- Cala a boca Mané.

- Bem a conversa está interessante mas eu tenho de me ir vestir que a Elena está quase a chegar.

- Claro, foge que é melhor. – Estava-me mesmo a passar com o Ruben.

- Oh fofinho vai arranjar namorada que é do que tu precisas. – Ele ainda disse alguma coisa, mas nem liguei. Cheguei ao quarto, espalhei o creme e vesti uma roupa quente e bonita.



Mal me acabo de vestir toca o meu telemóvel.

- Já cheguei Chica.

- Já desço.

Peguei na carteira e sai do quarto.

-Já vais? – Perguntou o Ru quando ia a passar pela sala.

- Já. A Elena já chegou.

- Já sabes, nada de ficares muito bonita sim? – Aquele macaco ainda se ria. Desta vez ia levar resposta.

- Claro que não. Já sei que depois não ias aguentar teres de ficar toda a noite a fazeres-te de meu namorado para ninguém chegar até mim. Fraquinho. – Nem lhe dei tempo de responder e sai de casa com um sorriso nos lábios.

Eu e a Elena passamos o dia todo entre compras, cabeleireiro e depilação. Cheguei a casa eram 18h. Tinha menos de 2 horas para estar completamente pronta.

O Vestido que tinha comprado eram lindo, os sapatos e a carteira também. O cabelo também estava muito bonito.

Tudo estava perfeito, será que a noite ia ser também perfeita ou ia correr para o torto?

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

22º Capitulo - “Olha tudo bem David também não estávamos a falar disso.”

Olá meninas (;

Espero que gostem da nossa apresentação do blog (;
Deixem a vossa opiniao.

Sei que muita gente lê e nao comenta, ás vezes um simples "gostei" ou "nao gostei" ajuda quem escreve, só perdem 1 minuto do vosso tempo, nao custa nada sim? (;

Obrigada ;D

Beijinhos*

Nii'i

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- Então, quem escolhes?

- Os dois.

- Como assim? – Eles olhavam para mim incrédulos.

- Eu escolho os dois como amigos. Gosto bastante dos dois. Passei coisas diferentes com cada um e não vou escolher. Quero os dois como amigos e não quero nenhum para mais que isso. – Falei de forma segura apesar de não ser aquilo que eu queria.

Nenhum deles disse mais nada.

Passou pouco mais de um mês, hoje era dia 30 de Dezembro de 2010.

Continuava a ser seguida em consultas. O Doutor Daniel ( era assim que ele se chamava ) era muito atencioso e fazia questão de se garantir pessoalmente que eu comia, levando-me algumas vezes a jantar ou a almoçar com ele.

O Ro e o Dê não insistiram mais. Naquele dia ficou tudo bem claro. Pelo que o Ru me disse o Ro andava a sair com uma rapariga que jogava voleibol lá no clube. Ainda bem para ele, assim deixava-me em paz e era feliz. Eu gostava muito dele, mas como amigo nada mais.

O Dê pelo que o Ru me ia dizendo continuava sozinho. Não é que isso em interessasse mas tudo bem. Quem é que eu quero enganar? É claro que me interessa. Mas eu tenho de seguir com a minha vida e ele com a dele.

As notas do 1º Período foram bastante boas. Tive uma média de 17.3. Por isso, quando fui passar o Natal ao Porto todos ficaram contentes e como o Ru também ficou muito contente não disse nada á minha mãe sobre as consultas da gastro.

Amanha tínhamos a festa de passagem de ano. Ia ser em casa do Javi. Eu disse ao Rúben que não ia, que era uma cena para a família benfiquista, mas ele insistiu e o Javi veio cá a casa convidar-me pessoalmente e no último treino a que assisti antes de ir para o Porto o pessoal disse para ir, lá acabei por aceitar. Só havia um pequeno problema. Tinha que se levar acompanhante.

O Rúben estava no treino mas quando chegasse ia lhe perguntar se queria ser o meu acompanhante, acho que ele já devia contar com isso.

Estava na sala a ver televisão quando ouço a porta a abrir.

- Bia? – Definitivamente o Ru tinha chegado.

- Estou na sala.

- Ah estás aqui.

- Olha anda aqui para a minha beira que quero falar contigo sobre a passagem de
ano. – Falei sem nunca tirar os olhos da televisão.

- Oi. – Estremeci a ouvir uma voz que já não ouvia desde que fui passar o Natal para o porto.

- Olá. – Mal acabo de falar o Ruben senta-se num lado e o David no outro, ficando eu
no meio dos dois.

- Então, que querias falar?

- Era para não te esqueceres que eu vou ser a tua acompanhante amannha.

- Pois, vamos ter um pequenino problema.

- Qual?

- Eu já combinei ir com o Gustavo.

- Com o Gustavo? – Olhei-lhe nos olhos.

- Sim. Ele não tinha com quem ir e perguntou-me e olha aceitei.

- Mas eu pensei que ias comigo. – E deixei de olhar e focei de novo o meu olhar na
televisão. – Bonito, agora não vou. Talvez é mesmo melhor não ir.

- Claro que vais.

- Não vou não, ou já te esqueces-te que temos de levar acompanhante. Queres que leve o meu urso é?

- Não. O David também não tem par. – Agora é que eu percebi a razão de ele e o Gustavo irem juntos, como é que eu não me lembrei disto antes.

- Sim, mas o David de certeza que quer levar outra pessoa e não uma criança.

- Eu não chamei isso para você.

- Chama-te sim, há uns tempos.

- Mas devia tar chateado senão não chamava.

- Olha tudo bem David também não estávamos a falar disso.

- Pois não. – Meteu-se o Ruben. – Então, vocês vão os dois?

- Por mim tudo bem. – Disse o David.

- Por mim também. – Rapidamente se formou um grande sorriso na cara do Rúben. Nem liguei. Estava demasiado cansada da viagem. – Olha, vou-me deitar. – Disse levantando-me.

- Já? Ainda é cedo bia.

- Sim, mas eu estou cansada e a Elena já fez o favor de me avisar que amanha me quer pronta ás 9h da manha para irmos comprar o vestido, cabeleireiro, depilação e isso tudo. Eu disse-lhe que não queria mas ela insistiu tanto que olha, aceitei.

- Não te esmeres muito. – Disse o Ruben.

- Porque? – Não estava a perceber onde ele queria chegar.

- Porque tu já és linda e aqui o cara de cu já se baba sempre que olha para ti e os ciúmes são mais que muitos quando outro gajo olha, entao imagina se te esmerares. Primeiro vai ter de andar cheio de caixas de lenços e babetes atrás dele e segundo não convêm que ele amanha ande no molho com ninguém porque temos treino no dia a seguir. – Mal acabou de falar riu-se logo e levou um chapada na cabeça do David.

- Cala a boca. Só diz besteira.

- Sim Ruben, estás bem melhor calado. – Cheguei-me perto dele e dei-lhe um beijo na cara ao qual ele retribuiu. – Boa noite.

- Boa noite tolinha. – Respondeu ele. Cheguei-me perto do David e dei-lhe um beijo na cara.

- Boa noite David. – Ele retribuiu e segredou-me ao ouvido, enquanto o Ruben estava entretido a ligar a playstation.

- Não precisa disso tudo não, já é linda assim mesmo. – Não lhe consegui responder.

Apenas sorri.

Segui para o quarto. Vesti o pijama e deitei-me. Adormeci logo, pois estava com um pressentimento que muita coisa iria acontecer no último dia do ano.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

21º Capitulo - "Desde quando não se pode pesar e medir com roupa?"

Olá (;

Queria agradecer as mais de 5000 visitas ao blog *.*

Queria tambem dizer que ás vezes um comentário faz toda a diferença, por isso fico há espera dos vossos. Deêm opinioes, ideias, coisas que gostassem de ler na fic (;

Fico á espera ;D

Beijiho*

Nii'i

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(Bia)

Eu não podia acreditar que duas das pessoas mais importantes da minha vida me estavam a virar as costas.

Eu por um lado eu sabia eles tinham razão, mas isto era uma coisa que eu já não podia controlar. É mais forte que eu. Os vómitos já saiam instantaneamente, já fazia parte de mim, já era tão essencial como respirar. Eu sabia que nunca devia ter começado mas eu pensei que podia parar quando quisesse, mas enganei-me. Isto dominou-me por completo, passando este “bicho” a dominar e controlar a minha vida. Tudo dependia dele, já não passava um dia sem o fazer. Aliás, já de há algum tempo para cá que o fazia mais que uma vez por dia. Comer? Isso também era algo que dispensava.

Algo que não me fazia falta. O que era preciso era eu ficar com um corpo lindo e se para isso tivesse de fazer alguns sacrifícios fazia.

Eu sabia que precisava de ajuda, mas tinha vergonha de a pedir. Não a podia pedir, não depois de como os tratei.

Os meus pensamentos pararam com a entrada do David e do Ro no quarto. Aqueles dois?
Juntos? A esta hora?

- O que é que vocês fazem aqui?

- Viemos falar com você.

- Então falem.

- Bia, diz a este que tu já não queres nada com ele.

- Essa conversa agora?

- A gente precisa de saber.

- Precisam de saber o quê?

- Quem você escolhe. Eu ou ele?

- Mas vocês são parvos? Eu …

- Posso? – Perguntou um doutor. Não era o meu. Este era novo, bastante novo até.
Cabelo loiro, olhos bastante azuis e aparentava ter um corpo atlético.

- Claro. – Respondi eu.

- Bom dia, eu sou o seu novo médico. Aquele que a vai passar a seguir nas consultas.

- Consultas?

- Sim, a menina vai ser seguida em gastrenterologia ou gastro, como preferir.

- Porque?

- Porque tem um problema de estômago. Era disso que vinha falar.

- Fale.

- Permita-me ser directo. – Apenas assenti com a cabeça. – Por causa da tremenda
estupidez que a menina fez tem uma bactéria no estômago que com o passar do tempo pode levar a cancro. Tem também gastrite, que, apesar de ser grave é o seu menor problema comparado com a bactéria. – O David e o Ro estavam estáticos a olhar para mim e para o médico.

- Não existe tratamento?

- Claro que existe. Para a bactéria vai tomar medicação e esperar para ver se morre, se ela continuar a operação é a única solução, mas mesmo assim ano dá 100% de certezas.

- Isso parece tudo muito fácil. Diga lá quais são os efeitos secundários disso.

- Tem razão, tem efeitos secundário sim. Vai andar muito cansada, ter pouca força e paciência.

- Todos os dias?

- Não, estes são os dias piores, aqueles em que se irá a baixo. Os outros é muito
relativo, depende como reagir o seu corpo. E por falar em corpo, pode se por de pé,
por-favor? – Nada disse apenas me levantei. – Tire a camisola por-favor. – O David olha o médico com uma cara de quem o ia matar. Eu tirei a camisola. O médico começou a auscultar-me. – Posso lhe fazer uma pergunta?

- Claro.

- Porque?

- Porque o quê?

- Porque fez o que fez? A Beatriz é uma rapariga tão bonita e elegante.

- Obrigada.

- Pode deitar-se outra vez. – Ia vestir a camisola e fazer o que ele pediu.

- Não, sem camisola. Preciso de lhe apalpar a barriga. – Deitei-me e ele começou a
fazer apalpação de barriga. Já estava assim a algum tempo até que o David fala.

- Isso aí ainda vai demorar muito tempo?

- Se tiver pressa pode ir embora Senhor David.

- Acha que eu ia deixar a minha namorada sozinha com cê? Nem pense.

- Não sabia que eram namorados.

- E não somos. – Respondi eu.

- Porque cê não quer.

- Peço desculpa interromper, mas eu estou a examinar a paciente. Se o senhor continuar a destabilizar vou ter de lhe pedir para se retirar.

- Deixa de ser grosso cara. Já me calei, pô.

- Muito Obrigada. Menina Beatriz, ia-lhe pedir que tirasse agora as calças, para podermos pesar e medir.

- Desde quando não se pode pesar e medir com roupa? – Desta vez foi o Ro que falou.

- Olhem lá, se algum dos dois diz mais uma palavras rua, entendido? – Disse eu já muito envergonhada, não só por estar em roupa interior á frente deles como por aquelas figuras deles.



- Suba para aqui por-favor. – subi para a balança. – Muito bem, vamos medir entao. –
E mediu-me. – Agora vamos tirar as medidas corporais. – Lá começou a tocar-me e a tirar as medidas. Sinceramente nem eu estava a achar muita piada, mas era médico, podia fazer o quê?

- Já está? – Perguntei eu.

- Sim, a menina mede 1.56 e pesa 54 Kg. As suas medidas nem vale falar. É uma das mulheres mais bonitas que já vi, tem um corpo perfeito. Que quer mais?

- Quero ser feliz.

- E não o é?

- Nesse momento …

- Está tudo bem aqui? – Pergunta o Rúben entrando de rompante. Ficamos todos a olhar para ele.

- Porque não havia de estar?

- Sei lá, talvez porque eu e o David chegamos atrasadíssimos ao treino, ouvimos do Mister e depois estes dois saíram do treino a meio sem avisar ninguém e no fim eu é que tive quase meia hora a ouvir do mister. – Quando o Rúben acabou de falar eu não sabia se havia de rir ou chorar, mas o riso saiu-me sem eu me controlar. – Ainda te ris?

- Oh Ru, tem piada.

- Olha lá mas o que é que estás a fazer em roupa interior á frente de um médico babado, um brazuca apaixonado e um marmelo que anda atrás de ti? – Desta vez só o Rúben se riu.

- Menina Beatriz, acho melhor deixa-los a sós. Passo já aqui para lhe dar a alta. – E saiu.

- Oh Rúben foste mesmo parvo agora.

- Não digas isso, só disse a verdade. Ele estava-se a babar para cima de ti.

- Cê tem razão, não tava gostando não. Cê já escolheu?

- Escolhes-te o que Bia?

- Esquece Ru, não ias perceber.

- É Bia, só podes escolher um. Já escolhes-te?

- Mas escolher o quê? – Insistiu o Rúben.

- Está calado. – Respondemos todos.

- Sim, já escolhi. A escolha sempre esteva á frente dos meus olhos mas eu nunca me apercebi. Fui burra.