Já sabem, 15 comentários e amanha posto ;D
Beijinho*
Nii'i
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- Não. – Tudo me caiu naquele momento. Ele não me queria beijar. Era de facto o fim.
- Porque?
- Porque a gente acabou, ou melhor, nunca começou. Tou farto de andar a brincar. Eu gosto de você garota. Entenda isso de uma vez. Tou de saco cheio deste pega e foge.
- Tens razão, mas eu não consigo. Entende-me.
- Eu bem tento mas não consigo.
- Então é melhor ficarmos afastados de vez.
- Sim, é o melhor. – Levantou-se e eu levantei-me também. – Continuação de bom aniversário.
- Obrigada. – E começou a andar em direcção ao restaurante. Se era o fim, eu tinha
de fazer isto pela última vez.
- David… - Ele olhou e eu lancei-me nos seus braços. – Se é o fim eu tenho de fazer isto para ficar como recordação. – Beijei-o. Para meu espanto ele não negou a entrada da minha língua na sua boca. Pelo contrário, entrou também com a dele na minha e iniciamos uma dança de emoção, sentimento, desejo, mas acima de tudo uma dança de saudade. Pois, ambos sabíamos que era de facto o fim.
No fim do beijo, o David seguiu para o restaurante sem nada dizer e sem nunca olhar para trás. Recompus-me e fiz o mesmo.
O Ruben percebeu que se passava algo e por isso tentou sempre por todos a rir.
Deixou-me a mim e a Xana em casa e seguiu para o treino com o David, e claro, com a querida da Inês.
Passei a tarde á conversa, com aquela que se tinha tornado na minha melhor amiga. Eu sabia que podia contar com ela e ela sabia que podia contar comigo. Quando demos conta, já devia ser muito tarde, pois o Ruben já tinha chegado.
- Então, as meninas ainda estão assim?
- Que horas são?
- Quase 7h. Vá despachem-se. – Passei por ele e dei-lhe um beijo. Segui para o quarto com a Xana e começamos a vestir a roupa que iríamos levar.
Não estava com muita vontade, mas era o meu aniversário.

Dirigimo-nos ao restaurante. Já lá estava quase toda a gente, inclusive o David com a Inês. Eu não o conseguia ver com outra.
Aproveitei que ele foi até ao jardim do restaurante e seguiu.
- Estou a ver que não perdes tempo. – Ele estava de costas e assustou-se com a minha voz.
- O que cê quer dizer com isso?
- Que vieste bem acompanhado.
- Tá falando da Inês?
- Não, do Gustavo.
- Cê só pode tar zoando com a minha cara garota. Eu ainda hoje lhe disse que gostava
de você e cê deu-me com os pés. Que quer afinal? Que ande atrás de você feito cachorro? Nem pense.
- Queria que me percebesses. – Baixei a cara. Ele aproximou-se e levantou-ma.
- E você? Quando em percebe a mim?
- Eu percebo-te mas tenho medo David.
- Medo de mim?
- Claro que não. Medo de sofrer.
- Cê não vai sofrer.
- Vou, eu sei que sim.
- Vamos tentar.
- Desculpa David, mas eu não quero namorar com ninguém neste momento.
- Quem falou em namorar garota?
- Entao que queres dizer em tentar?
- O que é que cê me diz em a gente ir ficando. Isto é, a gente não namora mas tá junto quando quiser.
- Não sei.
- Eu quero beijar você nem que seja as escondidas, quero tocar você, levar você ao céu e a ver o mundo. Não diga que não.
- David, eu…



